terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Lady Úrsula - Metáfora de uma fêmea



Um solo performático inspirado da estética “noir” dos cabarés e das dançarinas de can-can. Em cena um músico multimídia acompanha as performances da artista que aparece atuando igualmente em projeções de vídeo.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Prática e teoria do invisível - Coletivo Vivo


Trecho da performance/pesquisa do coletivo Vivo na Casa de Feitio da Ecovila Gamarra - residências artísticas Espaço Lua Branca
Performers: Carol Pedalino e Dasha Lavrennikov
Música: Leo Fernandes e Leandro Floresta
Edição: Leo Fernandes
www.espacoluabranca.com

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Espaço Lua Branca - Residências e retiros artísticos


O Espaço Lua Branca promove residências desenvolvendo projetos de criação e pesquisa em diferentes linguagens artísticas. Nossa proposta é promover encontros internacionais em um ambiente sustentável fora dos grandes centros. 

sábado, 4 de outubro de 2014

COLETIVO VIVO



TRECHO DO TEXTO DE GARCIA LORCA QUE INSPIROU ESSE PROJETO

... O anjo deslumbra, mas voa sobre a cabeça do homem, está acima, derrama sua graça, e o homem, sem nenhum esforço, realiza sua obra, ou sua simpatia, ou sua dança...
... A musa dita, e, em algumas ocasiões, sopra. Pode relativamente pouco, porque já está distante e tão cansada (eu a vi duas vezes) que teve que colocar meio coração de mármore....
...Anjo e musa vêm de fora; o anjo dá luzes e a musa dá formas (Hesíodo aprendeu com elas). Pão de ouro ou prega de túnicas, o poeta recebe normas no bosquezinho de lauréis. Ao contrário, o duende tem que ser despertado nas últimas moradas do sangue...
E rechaçar o anjo e dar um pontapé na musa, e perder o medo da fragrância de violetas que exala a poesia do século XVIII, e do grande telescópio em cujos cristais dorme a musa enferma de limites.
A verdadeira luta é com o duende...
...A chegada do duende pressupõe sempre uma transformação radical em todas as formas sobre velhos planos, dá sensações de frescor totalmente inéditas, com uma qualidade de rosa recém criada, de milagre, que chega a produzir um entusiasmo quase religioso...
...Todas as artes são capazes de duende, mas onde ele encontra maior campo, como é natural, é na música, na dança e na poesia falada, já que elas necessitam de um corpo vivo que interprete, porque são formas que nascem e morrem de modo perpétuo e alçam seus contornos sobre um presente exato.
E é impossível que ele se repita, isso é muito interessante de sublinhar. O duende não se repete, como não se repetem as formas do mar na tempestade.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"ESTAR PRESENTE"



video-dança realizado com as alunas em formação da escola La Danse no Rio de Janeiro

Nas escolas de dança é muito comum que o mesmo professor se encarregue de anos de formação de um mesmo aluno. Os professores ou "maîtres" na tradição do balé, acompanham alunos por dez ou mais anos da sua infância e adolescência, criando-se laços profundos de amizade, respeito, admiração e uma enorme influencia na formação da personalidade do aluno.

Os encontros no decorrer de uma vida são forças motrizes que alimentam e impulsionam nossas ações, inspirando-nos a criar, pensar, agir. Questões de ética, comportamento e exemplo a ser seguido são fatores consideráveis na relação aluno-professor. O estudio de dança é um lugar de encontro onde se compartilham códigos específicos de linguagem verbal e corporal. Em contextos profissionais ou amadores, tais códigos são usados para contaminação de informação e ideias.

Encontros duradouros são determinantes na vida. A responsabilidade dos educadores da dança no aprendizado inicial duradouro está fundamentalmente no incentivo, na qualificação técnica, na confiança adquirida e dentro da contribuição pilar para a construção de valores éticos de cada aluno.

No estudio, a dança e seus códigos próprios criam uma linguagem compartilhada entre os alunos, mas a produção de conhecimento não se restringe a área do movimento. Através do método ou também na falta dele, são trabalhados aspectos psicofísicos muitas vezes negligenciados em escolas tradicionais.

O ambiente de estudo e as relações estabelecidas ao longo do processo de aprendizado, influenciam nas escolhas estéticas de seus alunos. As referências de técnicas e métodos, a construção da relação com o outro e o espaço; a liberdade de criação e autonomia são lugares onde os professores atuam.

Toda aula de dança é um evento espaço-temporal. O potencial dos encontros depende tanto da contaminação de ideias e informações entre os indivíduos, quanto da aproximação do objeto que os une.

OFICINA O CORPO É A CASA NO SESC COPACABANA

                         

 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tudo que não invento é falso no Cacilda Becker

Espetáculo e oficina de dança contemporânea inspirado no livro: “Memórias Inventadas: as Infâncias de Manoel de Barros” | Direção: Paula Maracajá (http://www.youtube.com/watch?v=J1W_243B5xE)
 
“Num palco sem pernas ou braços. Um balanço suspenso, atrás daquela moita, na lateral alta, esquerda, no fundo do peito do palco. Os rios eram verbais porque escreveram torto, como se fossem curvas de uma cobra. Só porque se botavam em movimento.
Faremos agora o que não pudemos fazer na infância. Raízes crianceiras na visão comungante e oblíqua das coisas. Inventei um menino inventado levado da breca pra me ser. O menino era esquerdo e tinha cacoete pra poeta. Nada havia de mais presente senão a infância.” (M. B)

O espetáculo de dança “tudo que não invento é falso”, inspirado no livro “Memórias Inventadas: as infâncias de Manoel de Barros”, parte de um mergulho na poética que reverbera na dança contemporânea, literatura, artes plásticas e música. 


FICHA TÉCNICA

Direção, coreografia e roteiro – Paula Maracajá

Intérpretes - Carol Pedalino, Danilo D'alma, Patricia Riess, Paula Maracajá

Assistência de direção – Patricia Riess
Direção de arte e cenografia – Gabriela Maciel
Direção musical e dramaturgia – Dado Amaral
Produção musical – Bartolo
Composições e execução – Dado Amaral e Bartolo / Percussão – Thomas Harres
Participação especial - Duplexx
Iluminação – Leandro Barreto
Figurino – Ticiana Passos






 

Tudo que não invento é Falso


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Esta Criança



Esta Criança estrutura-se em 10 cenas curtas e apresenta como tema único, ao mesmo tempo fragmentado em diferentes aspectos de abordagem, a relação entre pais e filhos. Constrangedoras, engraçadas, tristes, estranhas, as situações de morte, nascimento, adoção, abandono, agressão, desabafo, ilustram pontos cruciais e eternos na vida dos personagens sem nome, reconhecidos apenas pelas relações de parentesco que se tornam aparentes no desenvolvimento dos diálogos. Ao escrever sobre Esta Criança para o projeto de captação de recursos para montagem, a jornalista e escritora Bia Corrêa do Lago observa que “Em cada cena, mães, pais e filhos vivem seus dramas em torno desta fonte milenar de felicidade e infelicidade: a família. As ações se passam com a desconfortável naturalidade dos acontecimentos cotidianos”. Renata Sorrah destaca o caráter universal do texto: “Reconheço aquelas mães, aqueles pais, as relações são tão reconhecíveis! Esta Criança aponta problemas que as pessoas não resolvem porque se preocupam com outras coisas, porque não enxergam que estes mesmos problemas são a própria vida”.
Marcio Abreu compreende a escritura de Joël Pommerat indissociável da própria comunicação cênica, quando reflete que “forma e conteúdo se misturam para criar um material estético que estimula a imaginação e a sensibilidade. Esta Criança é uma obra essencial, contemporânea. Propõe ao encenador e aos atores uma linguagem precisa e ao mesmo tempo aberta à criação”. Neste sentido, o trabalho da Companhia Brasileira de Teatro aproxima-se da proposta do autor francês, quando este conduz o ator à escuta dentro si mesmo com o objetivo de permitir brotar, neste lugar, a ação real e exata movida pelo conflito. Esse trabalho de extrema concentração encontra seu duplo quando consegue unir atores e público numa mesma vivência, quando agrega à cena a subjetividade e a presença do espectador, já que “o ator no seu momento presente está envolto pelo olhar do outro, o público”, segundo o próprio Pommerat. E é justamente essa “relação com o real” que pode colocar o outro (o público) em um estado propício para revelar-se uma realidade que, talvez, até então, desconhecesse. Para Marcio, Esta Criança é uma montagem desafiadora porque exige ser contemplada em amplitude e profundidade, mas com olhar atento à manutenção da simplicidade.  


Direção Geral: Marcio Abreu
Com: Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzalez e Edson Rocha
Direção de Movimento: Marcia Rubin/ coreógrafa assistente Carol Pedalino
  

Residência artística com Vera Mantero




Coisas de DUDUDE: Saiu a lista dos Selecionados para a Residência co...

Coisas de DUDUDE: Saiu a lista dos Selecionados para a Residência co...: Foi grande a demanda!! E mais difícil a escolha. Dada a quantidade de inscritos, aumentamos as vagas de 15 para 20 no total. Mas AT...

O Desaparecimento do Elefante




 direção geral: Monique Gardenberg e Michele Matalon
Elenco: André Frateschi, Caco Ciocler, Clarissa Kiste, Fernanda de Freitas, Jiddu Pinheiro, Kiko Mascarenhas
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Daniela Thomas
Direção de movimento: Marcia Rubin /coreógrafa assistente Carol Pedalino